quinta-feira, 15 de julho de 2010

O que restou da neblina

O que restou
De meus olhos,
Se não vejo o que quero.

O que restou
Do meu espelho,
Se já não me enxergo.

O que restou
Da minha vida,
Se não tenho aquilo que espero.

O que restou
Dos meus sonhos,
Se nada me fará dormir de novo.

O que restaram
Em tuas mãos,
Se já não podes me cortar.

O que restou
De meu ar,
Se apenas me faço,
Poluir meus gostos.

O que restou
Do meu frio,
Se não tenho mais teu fogo.

O que restou
Da minha vida,
Se agora só me encontro,
No meio da neblina.

E o que restou
Da minha neblina,
Se eu apenas não queria
Ver mais teu rosto...




Jeferson Guedes

3 comentários:

  1. oh Jeff que lindo

    será que vai restar palavras para te louvar?

    Se você diz que não consegue fazer poema alegre, aos teus triste são cheio de sentimento

    são humanos e verdadeiros

    por isso enchem a minha alma, por isso gosto tanto de lê-los

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  2. Olá,

    Seus poemas são de muito boa qualidade. Te descobri em papéis online onde também tenho postado meu poema Cravo Nú.

    Gostaria de convidá-lo a visitar os blogs

    http://emaranhadorufiniano.blogspot.com
    e
    http://po-de-poesia.blogspot.com

    Abrçs!!!

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