quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Esboço de nada

Nunca me sinto feliz
e nenhum pouco satisfeito.
Acho que não consigo tirar
nem da bebida
mais um riso.
Das certezas que já tive,
hoje eu vejo tudo errado.
(...)
Eu sou só isso.
(...)
Cheio de cortes
e pontos queimados.
Já carrego essas marcas
por muito tempo.
Eu já me aturo
por muito tempo.
(...)
Tudo incerto.
Tudo escuro.
Tudo quieto.
Tudo imperfeito.
(...)
Tudo me traz a perca.
Tudo não me deixa pensar.
Tudo é uma grande farsa.
O meu tudo não é nada.
(...)
Tudo incerto.
Tudo escuro.
Tudo quieto.
Tudo imperfeito.



Jeferson Guedes

2 comentários:

  1. Me identifico com essa realidade.

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  2. cheio de corte que soube muito bem expressar nos pelos verso e na forma do poema ^^

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